HISTÓRIAS SUBMERSAS NO RIO QUE NÃO QUER MORRER

João Amílcar Salgado

As águas do rio das Velhas é que urdiram os primeiros causos de Minas, ou seja, os causos mineiros começaram a existir quando foram narradas as primeiras coisas e loisas relacionadas a este nosso rio umbilical. Vejamos o exemplo do trágico naufrágio do cadáver de Fernão Dias. O bandeirante estabelecera que caso falecesse por aqui deveria ser recambiado a São Paulo, para jazer no mosteiro de São Bento. Como de fato faleceu antes de regressar, seu corpo foi mumificado e, junto com as pedras verdes por ele recolhidas, foi colocado numa embarcação para subir o rio das Velhas. O barco adernou e com muita dificuldade conseguiram retirar o ilustre corpo desse túmulo que lhe ficaria bem. Foi levado para o tosco mosteiro da época. Já no século 20, seus restos foram transferidos ao atual mosteiro. A preservação de parte do cadáver causou admiração, especialmente seus cabelos arruivados semi-encanecidos. O Projeto Manuelzão pretende reconstituir seu semblante e estudar sua morte, após nova exumação.

Outro desenlace ligado a este rio nos chega do relato oral de que as águas de um seu afluente na hoje cidade de Nova Lima teriam sido desviadas para inundar escavação aurífera. O objetivo seria afogar acidentados sem esperança de resgate e pode ter sido inédito procedimento de eutanásia coletiva. De outra feita, as águas subiram tanto e em tão poucas horas que foi talvez a maior enchente já vista na cidade de Sabará, a ponto de figurarem nas Efemérides Mineiras de Xavier da Veiga. 

Próximo a Sabará, em Roça Grande, nas Congonhas das Minas de Sabará, havia uma Lagoa, de início também chamada Grande, depois Prodigiosa, mais tarde de Nossa Senhora da Saúde e hoje Lagoa Santa. Suas águas curaram as perebas crônicas de um dono de engenho, que parecia necessitado mais de banho do que de outra terapia, e o prodígio, relatado em dois textos, foi divulgado na Europa, em 1749. A fama do local veio atraindo gente e cem anos depois ainda trouxe o próprio médico Pedro Lund. Inevitável foi atrair também leprosos cujo número crescente causou, além da mudança toponímica, a inspiração para o célebre Vínculo da Jaguara, que resultou na Santa Casa de Sabará e, principalmente, no leprosário pioneiro, este instalado a distância conveniente da Lagoa. Na primeira metade do século 20, migrantes contaminaram a Lagoa com a esquistossomose, então balneário dos ricos, produzindo nestes inusitada epidemia de doença tão típica dos pobres.

Nada, entretanto, rivaliza com a tragédia maior da degradação do rio das Velhas, que fez do rio paterno dos mineiros verdadeiro rio-cadáver, como o cadáver do indômito Fernão. A diferença é que o Governador das Esmeraldas ficou bem mumificado. Sim, mesmo depois do naufrágio, seu corpo não estava fétido e nem foi vilipendiado, como acontece hoje com seu rio.

           Perto de sua nascente ergue-se um menino de pedra e o próprio nome das águas fala de mulheres velhas sem nome, que talvez tenham ficado anônimas por serem meras índias. Na corrida inaugural por ouro e pedras, o povoamento alienígena se deu por adultos sem crianças e a ausência destas deve ter reforçado a percepção do contorno colomi. Muitas das que daí passaram a nascer vieram da conjunção forçada com índias que não eram gente, tanto que, velhas, de seu nome sequer sabemos. E de tal modo gente não eram que explicações outras para este velhas vêm sendo propostas, agravando-se mais o vexame histórico.

           Essa discriminação que madrugou tão confessadamente, nos aconselha a reescrever toda a história mineira, para nela incluirmos, tintim por tintim, moeda-por-moeda, não só velhas, crianças e índios, mas negros, judeus e árabes. E até a geografia é mal contada. Que conciliábulos houve para impedir que Minas tivesse mar? Basta olhar a América do Sul e comparar o lado castelhano com o lusitano para vislumbrarmos o risco de fato havido de que o Brasil viesse a ser repartido em várias unidades nacionais. Uma das explicações terá sido a providência de abortar a independência antecipada das Minas, que, quase certo, teria ocorrido se tivéssemos tido acesso ao oceano. E tal providência teria sido decidida não em Portugal mas onde os diamantes e o ouro eram controlados. E desta decisão resultou a chamada Guerra dos Emboabas, cujo nome mais apropriado seria Guerra do Rio das Velhas. 

Duas outras subseqüentes arremetidas mineiras foram igualmente abortadas, uma na Inconfidência, tramada desde próximo à nascente do mesmo rio, e outra em 1842, às suas margens, na epopéia santa-luziense, onde Caxias sofreu sua única derrota. Inventar a província do Espírito Santo e espichar os mapas da Bahia e do Rio de Janeiro foram conspirações adrede orquestradas, sem qualquer devassa conseqüente. E desse constrangimento participou a igreja, pois a diocese de Olinda chegava a Paracatu, a diocese baiana de Jacobina chegava a Minas Novas e a de Goiás chegava ao Triângulo. A ligação por terra entre Jacobina e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha traria a citada esquistossomose a Minas Gerais, enquanto já em 1729 Antonio Pereira Garcia já levava diamantes mineiros para a Bahia.

           E, se Minas se tivesse transformado em país, é provável que o resto da colônia não se fragmentasse, pois aqui nascia não um mas dois rios da unidade nacional e éramos mais cultos, mais preparados e mais competentes que a própria metrópole. Aqui se fez um completo iluminismo, tão livre e tão desabusado que não houve igual nem na América do Norte, nem na Ibéria. E, se o ouro e o diamante daqui não fossem expropriados para financiar a revolução industrial inglesa, esta poderia muito bem ter ocorrido aqui, caso vingasse a miragem de Henequim ou a idéia americocêntrica tropical de Thomas Jefferson. Sim, as escolas brasileiras não ensinam uma verdade basilar, qual seja o fato incontestável de que a reviravolta industrial na Europa teve dois insumos essenciais, originários da América do Sul: nossa batata nativa (cinicamente chamada batata inglesa) e os minérios preciosos revelados a partir da miragem do Sabaraboçu.

           O conflito entre emboabas e bandeirantes vinha sendo narrado sob o ângulo destes, até que Isaías Golgher (1956) oferecesse a interpretação de que os emboabas eram a modernidade e os paulistas o atraso. Foi então que Simeão Ribeiro Pires (1979) levantou inédita documentação do outro lado, o dos currais da bacia Velhas-São Francisco (um deles Curral-del-Rei, hoje Belo Horizonte). Espanta saber que a maioria desses currais era abrangida pelo maior latifúndio do mundo, o dos Guedes-de-Brito, que se estendia do Recôncavo às águas do rio das Velhas. Os historiadores oficiais de Minas pigarrearam, flagrados na ingênua versão que professavam. Isso permitiu a Raimundo Fernandes confirmar que a disputa na verdade foi uma guerra civil, a primeira das Américas, com triunfo dos oprimidos. Apoiados em dez mil homens em armas (na Colônia toda não havia nada igual) e em desafio aos brios da nobreza - derrotaram os opressores, expulsaram o governador Mascarenhas Lencastre, elegeram em seu lugar a Nunes Viana, praticaram outros atos privativos dos delegados da Coroa e enviaram um dos líderes a Lisboa para exigir atrevidamente que tudo isso fosse sancionado.

Depois de insurgência tão irreversivelmente vitoriosa, nada restou a Antônio Albuquerque, pragmático representante metropolitano, do que acatar e conciliar. Verificamos então que houve um continuum de insubmissão destas montanhas, pois a altivez tapuia, causadora de sumário genocídio, foi seguida da aclamação de Viana, vindo depois o desafio de Felipe dos Santos, o sonho de Tiradentes e a bravura de Teófilo Otoni. Quem melhor definiu esta vocação foi seu primeiro inimigo, o conde de Assumar: A TERRA EVAPORA TUMULTOS; A ÁGUA EXALA MOTINS; DESTILAM LIBERDADE OS CAMPOS; O CLIMA É TUMBA DA PAZ E BERÇO DA REBELIÃO

Como a responder ao conde, o poeta Augusto de Lima disse das ruas de Ouro Preto ou das tementes penhas mineiras: ESTE É UM LIVRO DE PEDRA: HÁ NELE ESCRITO, / COM SANGUE DOS MÁRTIRES, UM POEMA. Na Praça da Estação de Belo Horizonte, bem junto ao outrora piscoso Arrudas, afluente do Velhas, há um monumento em louvor desta sangrenta mas insigne continuidade. Infelizmente hoje ninguém lê sua inscrição, ainda mais em latim: MONTANI SEMPER LIBRI (os habitantes destas montanhas serão sempre livres). O mau cheiro do Arrudas derrota o perfume das maltratadas flores da praça, no ofício de enobrecer a frase totêmica de Minas. Devemos aproveitar o mote e erguer nova palavra de ordem, em resposta a Assumar: que as águas, em vez de exalar podridão, exalem o motim verde do respeito radical à natureza.

Não seria justo deixar de ouvir o lado bandeirante, onde Borba Gato é tido como desbravador extraordinário. Além de ter sido o primeiro, foi enérgico e hábil administrador de Minas Gerais. Demais, era casado com Maria Leite, filha de Fernão Dias. Se Fernão não descobrira as verdadeiras esmeraldas, ele, Borba, salvara o empreendimento do sogro. Ao descobrir o ouro do rio das Velhas, ele confirmara algo há muito procurado. Sim, o eldorado de Sabaraboçu deixara de ser lenda para ser grata realidade não em gemas mas em ouro, representada por concretas 50 arrobas. Com seus cunhados (legítimos e bastardos) e demais parentes, deveria aspirar exclusividade sobre toda e qualquer riqueza das minas descobertas e por descobrirem, daí seu confronto com Viana e com Castelo Branco.

O comando bandeirante sabia da urgência metropolitana por ouro. De fato, o desespero do regime filipino se prolongou no desespero maior da ultra-endividada nobreza lusa, composta de ex-sabujos de Castela. A perspectiva de ruína era clara diante dos tratados anglo-lusos de 1642-54-61, assinados num crescendo de humilhações inauditas, sendo a maior delas indenizar a Holanda por tê-la derrotado. Tudo trouxe a impaciência para com os métodos bandeirantes, precipitada pelo fiasco das falsas esmeraldas. Cumpria destituir os paulistas, que, percebendo a manobra, desconfiavam de contrabandistas, arribados da Bahia pelo rio das Velhas, tanto quanto de representantes do reino, por mais credenciais com que se apresentassem. Provocação maior foi o monopólio de gêneros, inclusive o sal, nas mãos de dois ‘frades’ emboabas, denominados apenas Menezes e Conrado.

De fato, não só para Borba Gato, como para todos seus primos e parentes engajados em caçar índios e riquezas, Nunes Viana não passava de contrabandista, enquanto Castelo Branco era mero suspeito de estar a serviço de interesses ainda ligados ao poder filipino. Infelizmente para Gato, ele só teve êxito pela metade, pois, além de eliminar Castelo Branco, eliminaria também a Viana se tivesse vencido. Com tais premissas, podemos supor que, caso fosse outro o desfecho, o diamante do Tejuco teria ficado com descendentes de Fernão Dias e Borba Gato. O mais irônico é que o filho de Dias foi cooptado justamente em favor da construção do Caminho Novo, empreendimento capital da marginalização bandeirante. Outro sinal de mudança de poder foi a conveniente mudança de sobrenomes, por exemplo, a troca do Bueno de origem bandeirante para Martins-da-Costa, no Calambau. Reciprocamente várias famílias importantes de Sabará, Caeté, Ouro Preto e Lafaiete são de origem baiana e conservam parentes em Salvador.

Rubens Fiúza, ao historiar o diamante de Abaeté, esclareceu mais ainda tais acontecimentos. Ele confirma que os emboabas incluíam assalariados de Antuérpia disfarçados de contrabandistas, razão por que o sobrenome não-luso havia de ser também disfarçado. E, para comprovar, cita seu próprio cabalístico sobrenome, denotador da fidúcia monopolista. Concluímos disso que o expediente inicial de seqüestrar um território diamantino, cercado pelo resto da colônia, fracassara e que o mais inteligente e eficaz veio a ser, em vez de combater o contrabando, fazer dele um instrumento ideal. Assim o domínio seguro do comércio tanto intermediário como final, quer de ouro quer de gemas, prevalece até hoje. Fez parte de tal controle, vulgarizar como semipreciosas gemas de fato preciosas e até únicas. Finalmente, de toda esta já longa história permanece o mistério da prata, pois, se desde o início ela foi procurada, de certo modo não deixou de ser encontrada e até hoje se sabe que dela existe imensa quantidade. 

Podemos até dizer que, tal como a de outros eldorados, a lenda do Sabaraboçu foi fomentada de propósito, a partir de 1550 por Filipe de Guillén, para deflagrar as entradas - 39 anos após a invasão espanhola do império inca. De fato, esse misterioso espanhol, que era boticário e matemático, diz, em carta escrita de Salvador a El-Rei, que índios chegaram a Porto Seguro e falaram de certa montanha de cor amarela resplandecente, sita além de grande rio, donde se obtêm utensílios de ouro. O nome da serra seria sol terrestre ou ita-berá-guaçu. Se a referência real da lenda inclui a notícia de artefatos dourados e refere um rio grande do sul - indígenas andinos e tupis-guaranis podem ter comungado dela por meio dos quíchuas, que alcançavam o Atlântico via rio da Prata. De fato, bem antes de Guillén, em 1516, no litoral hoje de Santa Catarina, o náufrago Aleixo Garcia teve notícia de um reino da prata, em busca do qual chegou, em 1524, às minas de Charcas na Bolívia.

A inventividade para o contrabando foi um dos pilares de nossa decantada criatividade ou jeitinho, que percorre desde o esconderijo anal e vaginal (de gente e de animais), passa pelos santos de pau-oco até chegar à carapinha de Xico Rei. Um dos pontos sentinelas contra contrabandistas do baixo rio das Velhas foi a hoje Sete Lagoas, pois ali era a boca do sertão - e um dos responsáveis pelo posto foi o alferes Tiradentes. Ciro Loures, o maior estudioso do herói, presenteou-nos com seu trajeto de Vila Rica até ali, que, em nossos dias, está programado para ser revivido a cavalo em plenas vias públicas de Belo Horizonte. Do alto da serra do Curral, Tiradentes desceria o lado direito do córrego Acaba Mundo, passaria por uma favela, atingiria a hoje praça JK, desceria a avenida Uruguai, a rua Grão Mogol, a rua Professor Morais e a avenida Afonso Pena até o cruzamento desta com rua Pernambuco. Atravessaria então pequena ponte para orar na capela da Boa Viagem, retomaria o caminho, passaria pelo Parque Municipal, refrescar-se-ia na pequena cachoeira ali existente, para, margeando o rio Arrudas, rumar a Sete Lagoas (hoje deprimente boca do carvão). A cavalgada evocativa terá por comitente o ginete-historiador Hélio Tavares Fo.

O contrabando mais fascinante teria sido perpetrado por gente brasonada ou de altas patentes. Mexer nisso era temerário naquele tempo. Remexer agora causa compreensíveis arrepios aos historiadores. Fidalgos, capitães e conselheiros, com fortunas misteriosamente acumuladas e misteriosamente dilapidadas, fazem da região do rio das Velhas inspiração fértil, quer para promissores suspenses cinematográficos, quer para intrigantes roteiros turísticos. Tivemos até um conde de Monte-Cristo mineiro. Foi o barão de Catas Altas que, ainda simples sacristão, herdou a mina de Gongo Sôco. Em 1824, durante dois meses somou 200 quilos de ouro. Acompanhado de fieis 40 áulicos, passou a dar banquetes que culminavam com baixelas de porcelana e cristais despedaçados, logo substituídas, enquanto os comensais eram brindados com almôndegas de ouro maciço. Alem da mansão principal em Catas Altas, mantinha outras em Caeté, Ouro Preto, Sabará, Santa Luzia e Brumado, cada qual com apetitosa mesa sempre ao dispor de quem chegasse.

Em Sabará, presenteou Pedro I com baixela de ouro puro. Depois foi apresentado ao imperador, que ouviu seu nome: João Batista Ferreira de Souza Coutinho. Vendo-o bem baixote, Pedro diz: um nome tão grande para pessoa tão pequena!... Ao ser advertido de que o alvo do chiste foi quem lhe dera a baixela, o imperador de pronto o fez barão. Mas logo sua fortuna se esvaiu. Com o pouco que restava, arriscou a compra da mina de Macaúbas. E não é que voltou a ser riquíssimo? Foi levado, entretanto, a vende-la por apenas 90 mil libras à Imperial Mining. Em 12 anos os ingleses obtiveram ali 1,2 milhão de libras. Atormentado por credores, faleceu na miséria, em 1839, e seu único filho ainda vivia em 1890, num casebre de Caeté.

Outros que despertam igual curiosidade são o visconde de Caeté e os barões da Jaguara, do Rio das Velhas e de Cocais, sendo que o primeiro e o último estão envolvidos, respectivamente, na Independência e na Revolução de 42. A lenda desacreditada diz que, de tanto manter o segredo de suas fortunas, o tempo foi passando e a morte dos que algo sabiam fez desaparecer o mapa do tesouro principal. O fator decisivo para seu êxito aparente foi beneficiarem-se da falsa idéia do fim do ouro, no momento exato em que o ouro de subsolo, em vez de findo, estava ao alcance deles e em quantidades espantosas.

Se a revolução industrial tornou viável empreitar o ouro de subsolo, a derrota napoleônica em 1815 abriu todos os caminhos à expansão do império britânico, desta vez em moldes vitorianos. Foi quando o controle de materiais preciosos passou a um novo arranjo da antiga aliança bucaneira entre ingleses e neerlandeses. Assim como as lavras de diamante e ouro do século 18 corresponderam ao desfavorecimento da escravidão indígena e ao apoio aos emboabas, também a nova geopolítica do século 19 implicou o desfavorecimento da escravidão negra e o apoio à independência de colônias, desde que estas não fossem as inglesas.

Para alcançar tais objetivos foram acionados brasileiros ligados por parentesco ou por veladas razões a mercadores flandrinos. Agiram inicialmente em prol da independência, para, em seguida, se fazerem testas-de-ferro das minas de subsolo. A figura mais marcante dessa ação foi Felisberto Caldeira Brant Pontes (homônimo do riquíssimo prisioneiro de Pombal, afinal herói do terremoto de Lisboa), alçado a interlocutor do novo país com os ingleses, na verdade entregando-lhes tudo de mão-beijada, em subserviência que espantaria mais tarde o próprio britânico Burton. O mais coincidente é que os Brants são originários da localidade onde houve a batalha final contra Napoleão, ou seja, Waterloo, ducado de Brabante.

Assim, a propalada influência mineira na independência ganha novo significado. Até agora os historiadores enfatizaram o acaso da amizade entre o príncipe e um ou outro mineiro, para desaguar num grito emocional. Doravante o papel de Brant Pontes, José Teixeira Fonseca Vasconcelos (o citado visconde de Caeté) e Bernardo Pereira Ribeiro Vasconcelos (ambos também parentes de Van-der-Borgs, de Antuérpia), padre Belchior Pinheiro de Oliveira (confidente do príncipe, ligado aos Brants e parente dos Andradas), conselheiro Fernando Barradas (parente dos Vasconcelos), João Gomes da Silveira Mendonça (marquês de Sabará, iniciador do Jardim Botânico do Rio), João Severiano Maciel da Costa (marquês de Queluz, governador da Guiana Francesa e pioneiro fruticultor) e Francisco Pereira de Santa Apollonia (cônego) adquire esclarecedora luz emanada do subterrâneo de nossas montanhas.

 Coisas notáveis então aconteceram. Por exemplo, em 1818, o capitão-mor José Alves da Cunha retirou 170 quilos de ouro de um só veeiro de jacutinga aurífera, em Gongo-Sôco. Em 1824, saem os referidos 200 quilos do ex-sacristão. Em 1829, foram retirados dali 347 quilos em 16 dias, de tal modo que, em 1830, esta mina já era da mesma Imperial Brazilian Mining. De imediato, seu perplexo superintendente inglês apurou dez quilos do minério que lhe chegou às mãos no chapéu de um escravo. E isso se repetiu nas outras minas: Macaúbas, Passagem de Mariana, S. Bento, Juca Vieira, Cuiabá de Minas, Descoberto, Vazado, Onça, S. Quitéria, Vira-Copos, Guanhães, João Pinto, Xicão, Ouro-Fala, Sapucaí e Morro Velho. Esta, em 1834, já era da St. John d’El-Rey Mining. 

Estando o ouro abertamente em mãos de protestantes anglicanos, não era mais necessário continuar dourando os templos católicos - esperta ostentação de sinceridade cristã praticada por suspeitísssimos cristãos-novos (ao mesmo tempo, concretização aparente do sonho do cristão-novo padre Vieira de unir os credos do novo e do antigo testamento). De modo análogo, a velha inteligência templária da Ordem de Cristo, por ser estreitamente católica, foi pactuadamente substituída pela rede igualmente iniciática da franco-maçonaria oitocentista, que se veio organizando na Inglaterra desde 1717, a partir de corporações medievais alsacianas. Em substituição à beleza invencível das peças barrocas, os ingleses vieram com a modernidade industrial do trem-de-ferro. Com isso desvalorizaram a navegação, mesmo contra o entusiasmo de empreendedores e estudiosos quase esquecidos. Navegar não mais era preciso, pois as águas, antes abusadas na lavagem de veios e gangas, teriam de ser pensadas, no século 20, exclusivamente como refrigério para o imenso calor das siderúrgicas.

Para historiar a navegação no Velhas-São Francisco, urge conhecer a vida e obra de um outro alferes Joaquim: o trovador edenista Joaquim José de Lisboa, e também de Henrique Dumont (construtor da ponte em Sabará, primeiro mega-empresário brasileiro, em São Paulo, e pai do semi-sabarense Santos Dumont), de João Salomé de Queiroga e de Josefino Vieira Machado (barão de Guaicuí, que de tanto se ligar ao rio das Velhas morreu de suas febres, tal como Fernão Dias). Valem também os estudos mais gerais feitos por Henrique Halfeld (mercenário do primeiro exército nacional, depois excelente mineiro por adoção e pioneiro de Juiz de Fora), Inácio Accioli Cerqueira, Teodoro Sampaio, Orlando Carvalho, Antônio Magalhães Mosqueira (autor de texto precioso, de 1870, sobre perspectivas industriais mineiras), Lucas Lopes (bisneto deste último e ministro de Kubistschek) e Carlos Lacerda (que estudou o vale franciscano ainda como militante marxista, sob o codinome Júlio Tavares). Da ternura que a ponte de Dumont evoca, disse Afonso A. M. Franco: ‘ [Emílio] Moura, triste como um sabiá na muda, fic[a], da ponte preta de Sabará, olhando o velho rio das Velhas carregar, no dorso escuro, o corpo trespassado de D. Rodrigo de Castel Blanco.’ Das trovas de Lisboa, eis uma que descreve o parto indígena, talvez no próprio rio das Velhas: ‘Logo que a gentia páre, / haja calma ou haja frio, / mete-se toda no rio, / e o tenro filho também.’

Em retribuição à rendosíssima parceria oferecida aqui e alhures pelos flamengos, o império britânico inventou a autonomia do grão-ducado de Luxemburgo e presenteou-os, em 1885, com uma colônia, o Congo, logo denominado Belga - coincidentemente uma das fontes de escravos para Minas. Exatamente da província de Catanga do Congo sairia o minério no qual Maria Curie descobriu o radium, apresentado então como revolucionária tecnologia médica. Pois bem, logo depois que a Escola de Minas ingenuamente anunciou, em Estocolmo, em 1910, a altíssima qualidade e a infinita quantidade de nosso minério de ferro, os mesmos belgas adquiriram quase todas as jazidas. Em 1921-22, dentro de irônicas comemorações da independência do Brasil, foram inaugurados a usina Belgo-Mineira e o Instituto do Radium, com a visita do próprio soberano belga. A primeira universidade do país foi inaugurada às pressas para fazê-lo doutor honoris causa. E a própria Maria Curie esteve aqui em 1926. Trágico por sua ingenuidade aparente, merece estudo à parte um fervoroso divulgador de nossos segredos minerais no exterior, o engenheiro, erudito e poliglota, Joaquim Cândido da Costa Sena.

Estando a vaidade, a ingenuidade e, principalmente, a cobiça a pairar sobre tudo, foi soberano o desleixo com tudo o mais e principalmente foi mínimo o escrúpulo com os seres vivos. Tudo isso levou à devastação de árvores, animais e homens. Flora e fauna vêm sendo exterminadas por incêndios tricentenários, que, de início, foram até institucionalizados culturalmente. Sim, a agressão estava justificada pela espantosa crença de que em agosto, justo o mês mais ventoso (de preferência o dia 24, de São Bartolomeu), era próprio para botar fogo em campo e mata, pois se aproveitava para queimar o demônio, distraído a dançar nos redemoinhos.

Quem visita as igrejas e casarões coloniais em Sabará e em outras localidades antigas fica admirado do madeirame sem o qual não estariam ainda de pé, mas já não há quem diga de que árvores foi extraído. A escolha para infinitos usos era feita em mangnífico repertório de gêneros e espécies: jequitibás branco, cedro e rosa, jacarandás rosa, branco, -tã, -buçu e roxo, ipês amarelo, branco, rosa e peroba, aroeiras do sertão e da mata, sucupiras amarela, verdadeira e sucupirunaçu, paus tatu, ferro, brasil, pereira, e mulato, cedros comum e vermelho, guatambus de caroço e amarelo, perobas rosa e mirim, angelins rosa e de pedra, pequiás comum e marfim, canelas sassafrás e preta, óleos bálsamo, rajado, pardo (jataúba) e copaíba, vinhático, jatobá, candeia, cabiúna, sapucaia, sapucarana, araribá, gameleira, cabreúva, sobrasil, braúna, angico, canjico, maçaranduba, imburana, tamboril, pessegueiro, amoreira, araucária, pequizeiro, guararema, cambuí, tapinhoã, sucanga, gonçalo-alves, sebastião-darruda, ubatinga, mutamba, munjolo, jacaré, gibatão, muçambé, catuá, tambuí, oiticica, cutucanhém, arapoca, jataipeba, putumuju, pajeú do sertão, licorama, grumarina, araçá, guaritá, guarantã, landim, tatajuba, ubatã e caixeta. Não bastassem tantas, nossas palmeiras eram: buriti, juçara, macaúba, indaiá, iri, guariroba, brejeúba, catolé, ouricuri, butiá, tucum, baguaçu, titara, piaçava, geribá, pindoba, caranda e condeúba. Do buriti disse Lund: ‘a mais nobre criação do reino vegetal na natureza tropical’.

E o sem-número de plantas alimentícias e medicinais? Sobre as primeiras basta citar o nome de duas localidades: Congonhas de Sabará e Congonhas do Campo. Antes do atual hábito do café, o chá-de-congonha foi o mate mineiro, considerado melhor que o do sul. Além disso o congonhal nativo sinalizava local próprio para a pecuária, coisa vital quando aventureiros preferiam morrer de fome a cuidar de gado ou lavoura – o que resultou em três ou mais tragédias de fome epidêmica. Os topônimos Roça Grande e Roças Novas indicam a generosidade carbonatada do rio das Velhas, pronto a alimentar os que o vieram afligir. Outro alimento indígena depois quase abandonado é o mangarito, um inhame refinado, iguaria tapuia por milênios. Todo o justo louvor hoje feito ao pequi e ao buriti deveria ser igualmente dedicado ao mangarito, ao abacaxi, ao marolo e às mirtáceas. As diferentes espécies de jabuticaba e a pitanga preta, ao lado do abacaxi e do marolo, deveriam ser proclamados as frutas típicas do rio das Velhas. No lado da flora medicinal vale a denúncia da extinção predatória da poaia ou ipeca, antes soberana de Minas ao Mato Grosso, sem esquecer que quase toda a magnífica farmacopéia amazônica, andina e de quase toda a América do Sul tem correspondentes na flora mineira, inclusive a própria quina.

Para se ter uma idéia de como foi devastada a fauna mineira durante três séculos, basta ler o que escreveu Senna em 1926: “Da caça às feras e animais selvagens resulta animado comércio de venda de grandes peles de onças, veados, tamanduás, preguiças, lontras, ariranhas, sucuris, etc. Dos bandos de garças brancas, que povoam, aos milhares, as margens dos nossos grandes rios e lagoas, retiram os caçadores ótimo lucro com a extração de alvíssimas aigrettes e nitentes plumas, que se vendem caríssimas para os mercados estrangeiros. Da pesca, principalmente do surubim e do dourado, deriva a exportação de peixes secos e em conserva, muito consumidos em todo o sertão setentrional mineiro. Também em Pirapora e beira do S. Francisco são aproveitados os cardumes de manjuba (um pequeníssimo peixe) para o fabrico de sabão; e ainda do surubim e outros peixes de couro extrai-se a cola de peixe, muitíssimo procurada. 

... Do couro da anta fazem também grande emprego os seleiros de Minas, fabricando duráveis e luxuosas peças de arreamento, ornadas de passadores, fivelas de prata lisa ou lavrada. Da gordura do tapir, bem como da enxúndia da capivara, faz a medicina sertaneja grande emprego, nos chamados óleo de cacho d’anta e óleo de capivara. Do resistente couro de veado e caititu fazem-se botas de montaria e perneiras, etc. As penas da ema (o avestruz do Brasil) são empregadas na fabricação de espanadores; e das plumagens variegadas e coloridas de vermelho, verde, azul-ferrete, amarelo e encarnado, arrancadas das araras, tucanos, canindés, papagaios, etc., se aproveita a indústria para muitos misteres (enfeites de chapéus para senhoras, de leques, mantos, etc.). Das nossas garças brancas são extraídas as referidas aigretes de alto preço e tão cobiçadas pela moda feminina no Velho e no Novo Mundo. Das galhadas e pontas cornígeras do suassuapara e outros grandes cervídeos tiram os cuteleiros cabos de facas e punhais, e ainda são matérias empregadas em castões de bengalas e guarda-sóis, em cortadores e facas de papel e outros objetos artísticos e de escritório. Dos grandes búzios e conchas fluviais (dos rios Paraná e S. Francisco) fazem-se muitos artigos de comércio, alguns delicadamente pintados e de diferentes formatos. Aves e animais embalsamados ou taxidermicamente preparados pelos naturalistas-viajantes, são destinados a coleções científicas de museus nacionais e estrangeiros, sendo também objeto de comércio coleções de borboletas e outros insetos, e dos ovos dos nossos pássaros, tão diversa e naturalmente coloridos. Aves canoras (canários, cardeais, arapongas, patativas, sabiás, inhapins, bicudos, etc.) são igualmente muito procuradas por apreciadores do seu canto e chilro, dentro e fora do Estado. Na alimentação das populações do campo e das roças, no interior de Minas, entra o grande contingente das carnes de caça selvagem, algumas muitíssimo apreciadas (pacas, veados, capivaras, cotias, antas, galinholas, mutuns, macacos, perdizes, inhambus, etc.). ...”  

O mesmo autor enumera, como objeto de comércio em 1926, os seguintes produtos naturais da terra: algodão bruto, amendoim, bagas de mamona, baunilha, borracha de mangabeira e de maniçoba, cacau, cascas medicinais, casca de angico e barbatimão para curtume, castanhas, cocos, carvão vegetal, cera virgem, chá mineiro, cinzas vegetais, cola, extratos de plantas, crina vegetal, favas, frutas, fumo em folha, fibras diversas, lenha, madeiras, macela, tubérculos alimentícios, mel, paina, plantas vivas, poaia, resinas e sementes.

O certo é que os primeiros seres vivos caçados foram os indígenas. Talvez seja também certo que o uso do botoque pelos tapuias tenha atemorizado os tupis, mas os europeus deram um jeito de alegar que o mesmo uso do beiço-de-pau era o argumento final para destituir aqueles selvagens de algum resquício de condição humana. E, em nome disso, os dizimaram. Não obstante, parece que outras guerras semelhantes à dos emboabas ocorreram no território hoje de Minas, antes de 1700 e mesmo antes de 1500. Assim, o papel de Minas como confluência da gente de Pindorama é mais antigo do que se pensa. De fato, tupiniquins e trememberés chegaram do norte até as montanhas do sul. Índios cariris do atual Ceará chegaram até a região hoje de Januária, e sua presença gerou conflitos que alcançaram o século 20, a tempo de figurarem no Grande Sertão de Guimarães Rosa, transfigurados no embate entre Zebebelo e Hermógenes.

Quem eram os primitivos donos da nascente do rio das Velhas e de seu curso inicial? Seriam caetés nativos ou carijós que chegaram antes dos europeus, escorraçados do litoral fluminense? Ou caiapós? Ou cataguás banidos pelo trauma do genocídio perpetrado por Castanho o Velho, já em 1675, após a primeira transposição efetiva da Mantiqueira? Parece que os mais originais do local eram os guarachuês, também chamados de guarachos ou gualachos, e os aredês. O mais triste é saber que, para os sucessivos massacres, de ponta a ponta nas Minas, foram usados índios tupis e guaranis escravizados do sul da colônia ou até gente da tribo goiá, amansada já em Minas. E o medo do contrabando causou pelo menos um efeito benéfico, que foi reservar emprego público a famílias de reinóis desde que casados com índias, punindo quem chamasse seus descendentes de ‘caboclos’.

Os guaranis podem ter trazido o tripanosoma para nossos triatomíneos (barbeiros). Certamente os índios originais sabiam lidar com pragas locais, como os carrapatos capazes de produzir a febre maculosa, mas os forasteiros os trataram a fogo. Mataram os índios e queimaram a flora, mas os carrapatos e a febre (que mataria o padre Eustáquio) ficaram. O mesmo se aplica ao escorpião amarelo peculiar à mata contígua a Belo Horizonte. Carreado na lenha doméstica (lenha de Santa Bárbara), antes do gás de cozinha, se asilou no esgoto da cidade e é levado na bagagem de migrantes e viajantes pelo mundo afora. A malária pode ter chegado com os currais, antes de Fernão Dias, mas ele (e seus índios forasteiros) pode ter sido vítima da febre do carrapato. Quanto à escassez de iodo, o indígena pode ter-se adaptado a ela pelo nomadismo ou pelo nanismo, sem desenvolver o bócio. Já o bicho-de-pé não é tão grave e é singular exacerbador erótico do cafuné, a partir do inventivo lava-pés vespertino sob a mesa do jantar.

Nenhum estudante mineiro aprende nas escolas a verdade do genocídio, inclusive aqueles que trazem no rosto os traços fortes das vítimas. O registro que existe é quase indireto e principalmente envergonhado. Nele há escassas notícias de índios tanto gigantes como anões, tanto dóceis como traiçoeiros, tanto pacíficos como indomáveis e tanto belos como horrendos, aos olhos tupis ou europeus. Sejamos sinceros e confessemos conhecer melhor tribos norte-americanas nomeadas em faroestes do que os seguintes nobilíssimos patronímicos mineiros: os musculosos crauatás, os nômades guanhães, os pequenos trogloditas abatinguaras, os mártires bonitós, chonins e malilis da serra chamada do padre Ângelo Peçanha (trucidados sem piedade sob o pretexto piedoso de amenizar-lhes o limbo), os mandimbóias - cobras enroscadas do Sapucaí, os escravizados maripaqueres (um deles seria Peri que não era gurarani), os zarabataneiros pajauris ou pajuruns, os mariquitás mantiqueiros, os saltadores pampãs, os nacnenuques do Renault, os mutuns da mata, os pataxós de entre o Jequitinhonha e o São Francisco, os sagitários samixumás, os xopotós do Doce, os defumadores bucãs, os almiscarados cachinês, os machetados matipós, os pacíficos airuãs, os ferozes abaíbas, os belicosos aimberés-verdadeiros (alegados devoradores de bispos e guerreados até 1850), os catolês e mongoios do Tremedal, os cotoxês do Rio Casca, os comilões guarus (egressos do Paraíba), os cururuanhas carinhanhas, os dêndes da Condreúba, os urucunados jirunas, os crenaques do Cuieté, os bocaiús do rio Pomba, os berens da selva fechada, os maloqueiros engerecenungues, os arrebenta-machados giporoquês, os cataranhas da serra de Itacambira, os crafunós e crixás do Urucuia, os macuxis, maconés, maquaris ou macuiris do rio Mucuri e os malacaxi, macaxans ou maxacaris do rio Araçuaí. Na época da criação do Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais, foram feitas tentativas frustradas em favor do cultivo da fala e da literatura jê, o verdadeiro linguajar original de Minas.

Quanto aos negros mineiros, muita gente culta os igualam aos que chegaram à Bahia. No entanto estes eram predominantemente nagôs, do norte da África, enquanto os de Minas eram predominantemente bantos, africanos do sul. Esta diferença tem várias conseqüências. Por exemplo os nagôs regem-se por orixás enquanto os bantos veneram antepassados, prática coerente com o monoteísmo, que teria sido inventado por seus primos núbios. Era-lhes, pois, natural a adesão ao cristianismo. Por outro lado, a minoria que se mantém fiel a crenças e ritos que julgam fundamentais se entrega a religiosidade hermética, bem mais dissimulada que no caso baiano. Outra diferença está na imunidade a infecções, pois a baixa imunidade dos bantos levou-os ao paradoxo de serem acusados do contágio da lepra ou de outras pestes, exatamente por se mostrarem mais suscetíveis que os europeus.

Outra aparente peculiaridade dos negros mineiros foi sua reprodução intra-racial em fazendas de recria, antes e depois dos obstáculos ao tráfico e ao contrabando. Estes coincidiram com o declínio do ouro fácil, o que tornou a recria, ou seja a produção interna de rebanho escravo (ao lado do manejo de gado, tropa e suínos), uma das fontes de enriquecimento rápido, substitutas da mineração. A manutenção do status de algumas hoje importantes famílias mineiras foi possível pela cumulativa atividade no uso do escravo como mercadoria. Acumulou-se a importação inicial, estendida ao seqüestro de quilombolas e acrescida da recria, tudo desaguando em movimentado comércio, que incluía compra-e-venda, leilão, catira e escambo. Ora, se Minas hoje é reconhecida como capaz de ter apurado raças de eqüinos (campolina, mangalarga, pega) e outros animais (capado-de-banha, vaca-leiteira, boi-de-corte, galinha-de-pescoço-pelado), houve aqui mais de uma linhagem humana apurada seletivamente, com método análogo.

Esse componente fundamental da questão escrava vem sendo censurado em nossa história pela razão óbvia de que a totalidade dos cronistas descende de tais mercadores/criadores, ou seja, a versão oficial dos fatos corresponde ao ponto de vista escravista. Outra censura, mais drástica ainda, é ligada à primeira, mas tem caráter francamente sexual. Trata-se do tráfico de escravas de cama-e-mesa. O valor de mercado de tais Isauras (negras, mulatas ou cativas convenientemente esbranquiçadas) sempre constou como de amas-de-leite, ou seja, era eufemisticamente deslocado da esfera erótica para a da lactação e da culinária. Nossos primeiros historiadores estavam submetidos ao moralismo vitoriano e jamais considerariam um tema deste em suas obras hoje clássicas. Seus sucessores igualmente o desconsideraram por covardia, incompetência ou carolice. Por sinal, padres seculares e até ordens religiosas se envolveram na própria recria de escravos. Hoje pode haver até quem se cale por medo de ser rotulado de racista - evidente contra-senso, pois os fatos devem ser enfrentados por simples respeito à realidade social e por mera fidelidade à verdade histórica.

Diferentemente dos setentrionais, os bantos tendem à adiposidade glútea ou esteatopigia, que ocorre extrema nos hotentotes, mas que é harmoniosamente sensual nas mulheres cabindas, formosas calipígias. Estas, em vez do acúmulo flácido, apresentam as nádegas tônicas, que, sobre coxas esculturais, em tronco espigado, compõem esbelto conjunto. O corpo atraente ocorre também nos homens, o que fez deles escravos também de terreiro-e-cama, com a conseqüente gravidez de nhanhás fogosas ou solitárias. Filhos mulatos da elite quase não foram, em Minas, hostilizados como bastardos incômodos. Sua existência e sobrevivência eram resolvidas com a transfiguração deles em nepotes (‘sobrinhos’ de pais padres), pupilos ou afilhados, estes antes ou depois de expostos cuidadosamente em rótulas de santas-casas ou de orfanatos. Foi comum que os filhos legítimos se enlanguescessem no ócio, enquanto os bastardos se agarrassem aos estudos e ao refino de habilidades. Resultou daí invejável galeria de mulatos e negros que, como bispos, doutores, arquitetos, escultores, músicos, beletristas, políticos, atletas, taumaturgos e fidalgos ornam a história mineira. Sim, além da beleza física, é peculiar aos cabindas (ou bavilis) três qualidades de espírito: a altivez, a inteligência e um senso de humor brejeiro e finamente crítico – atributos que mais tarde, juntamente com a tendência totêmica, viriam a ser apontados como próprios da cultura mineira.

Esta tipicidade ocorreu em Minas graças ao aproveitamento da experiência escravista acumulada pelo Brasil nos dois séculos antecedentes, que permitiu inclusive saber quais tribos (atlânticas ou moçambicanas) podiam chegar já pré-qualificadas à mineração. À primeira vista, os nagôs seriam adequados à latitude do nordeste e os bantos à frialdade e à umidade das minas, mas parece ter prevalecido também o maior poder de compra e de escolha dos nhonhôs mineiros - associado à escassez feminina após a eliminação indígena. Tais especificidades do escravismo mineiro certamente foram estendidas da mineração ao cultivo do café, não só na zona da mata mineira e no sul de Minas, mas alcançando o interior fluminense e o noroeste paulista, sendo parcialmente modificado com a abolição da escravatura e a chegada de imigrantes europeus. 

Antes disso, uma outra forte especificidade mineira fora imposta pela predominância de imigrantes minhotos e rio-doirenses (galegos), somados a imigrantes açorianos. O próprio linguajar entre Ouro Preto, Sabará e Belo Horizonte veio-se atualizando com o intercâmbio culto, mas no baixo rio das Velhas e no médio São Francisco sofreu o isolamento do grande sertão. Com isso a língua sertaneja fez-se aí um quase fóssil lingüístico, a ponto de conservar aspectos reconhecidos como galeguidades na própria Galiza, como observou Andrade, ao ler Rosa. Afinal somamos até aqui três componentes distintivos de nossa cultura: a insubmissão tapuia, a altivez cabinda e o peculiar misticismo campoestelar dos celtas (que entre galegos e minhotos refunde e transcende o messianismo judaico).

No confim leste do vale das Velhas, outro fator de atração sexual pode ter existido em Minas, pois eram habitados por índias aimberês, havidas como dotadas de aparelho genital espontaneamente sugador. Imigrantes árabes, com domínio milenar no assunto, foram os primeiros a verbalizar o fenômeno, decerto bem sabido desde Fernão Cardim. Isso é digno de nota na medida em que Ricardo Burton, estudioso das habilidades tântricas e primeiro tradutor ocidental do Cama Sutra, viajou de Sabará ao Atlântico, margeando exatamente o território aimberê. Ainda no âmbito da fantasia erótica, Burton margeou também o território onde uma verdadeira mulher-jagunço, disfarçada de macho, contrabandeara diamante – muito provavelmente aquela que inspirou Rosa a criar Diadorim. Por artimanhas premonitórias do destino, aconteceu que o mesmo Burton foi atraído, num banco de areia do rio das Velhas, pelo maçarico de água doce apelidado manezinho-da-coroa, ave símbolo de Diadorim - coincidência bem documentada pelo roseólogo Savassi Rocha.

Vejamos agora as conseqüências da mineração propriamente dita. A lenda de Morro Velho mais persistente é a das mulas cegas. Elas eram mantidas permanentemente no subterrâneo da mina, mas por superstição eram de lá retiradas, às 6as Feiras Santas, para a luz do dia, contra a qual ficavam definitivamente cegas. Deram azo à difusão e à manutenção, com outro significado, de outra superstição, a da mula-sem-cabeça, antes forjada para, sem sucesso, coibir o concubinato de padres.

           Do antídoto falaz contra o pecado, passemos aos venenos secundários à mineração, que podem ter contaminado o solo de modo muito mais definitivo e há muito mais tempo do que se pensa. Tal fato era de conhecimento de técnicos, mas que foram convenientemente silenciados. Mesmo assim gente séria e insuspeita ficou surpresa e indignada ao saber da captação do rio das Velhas para o abastecimento de Belo Horizonte. A voz dos professores José Carvalho Lopes e Lincoln Continentino fez-se ouvir, não só para apontar o que lhes parecia um disparate, mas para formular evidentes alternativas mais seguras. Razões políticas fizeram a coisa acontecer do jeito em que ora se encontra. Continentino, aliás, foi vanguardeiro no estudo técnico da transposição norte do São Francisco.

           Tão grave quanto contaminar solo e água é impregnar o pulmão dos mineiros. Para muitos médicos, silenciar diante da desgraça de gente tão humilde foi compensador.  Não o foi para um notável médico nascido nas mesmas margens do rio das Velhas, Carlos Martins Teixeira, cujo exemplo deve ser reiteradamente lembrado à juventude. Seu estudo sobre a silicose hoje é obra clássica na história da medicina mineira. Demais, outro galardão que alcançou foi o privilégio de ser médico pessoal de Juscelino Kubitschek.

           Para mostrar como tem sido pouco estudado o conjunto de doenças eventualmente resultantes da intensa, prolongada e variada extração mineral, ultimamente somado a outro conjunto produzido por venenos agrícolas, algas e toxoplasmas, basta lembrar um exemplo. Durante décadas as famílias ricas de Minas julgaram de alto bom gosto servir bebidas em vasilhame de estanho, outra riqueza da província. Acontece que as peças desse tempo, em geral de fino lavor, implicavam o risco de saturnismo. Ora, há quem, na história do império romano, atribua o desvario de alguns césares a vinho contaminado por chumbo. Diante disso, será instigante hipótese-de-pesquisa indagar igual origem para casos semelhantes - com Bárbaras-belas, irmãs-Germanas, Ismálias, Josés, morros-falantes, moças-rolantes, sinhás-brabas, marias-tangarás e casas-assassinadas - freqüentes nas melhores famílias mineiras.

           Neste ponto, podemos sintetizar o significado histórico do rio das Velhas, afirmando que as riquezas de suas imediações possibilitaram, no plano mundial, a recuperação parcial e transitória de Portugal, após o precoce colapso de seu império, e deflagrou a revolução industrial inglesa, cujo principal insumo foi nosso ouro. No plano interno, ocorreram por aqui seis episódios ou conjunto de realizações fundamentais na formação da nacionalidade brasileira: o afluxo e convergência de gente de toda a colônia e do exterior, a guerra dos emboabas, a inconfidência mineira, a revolução liberal de 1842, o brilho da arte mineira (música, literatura, artes cênicas, escultura e arquitetura, esta de Aleijadinho à Pampulha) e, sem contar a vanguarda na imprensa, um invejável conjunto de acontecimentos fundamentais na história da ciência brasileira.

Já que está mencionada a revolução industrial, foi nas margens do rio das Velhas que nasceu Antônio Gonçalves Mascarenhas, o criador de uma dinastia de tecelões, precursor da industrialização brasileira. Ainda criança, ele, dois irmão, sua mãe índia, seu pai luso e escravos dirigiam-se ricos a Portugal. No meio do Caminho Novo, os genitores faleceram de varíola fulminante e os meninos foram deixados em prantos, abraçados aos cadáveres. Um deles, o mameluco Antônio, separado dos irmãos e dos bens, foi reconduzido à fazenda de seu padrinho, o mesmo citado visconde de Caeté, e veio a ser o iniciador de uma das mais importantes famílias mineiras. A pertinácia deste e de outros caetanos lusomineiros foi celebrada por um cantor membro da grei, o já referido Emílio Moura, no poema intitulado Ser Caetano.

Entre os fatos ligados à ciência, salientam-se: o insólito manual clínico Erário Mineral, relatando a primeira intervenção neurocirúrgica no Brasil (em Sabará), o início, em Vila Rica, do ensino médico efetivo no Brasil, a influência científica do novalimense marquês de Sapucaí sobre o jovem Pedro II, a fundação da Academia Imperial de Medicina pelo sabarense Joaquim Soares Meireles, , a vanguarda de Vicente Teles na química lusófona, o inventor João Manso Pereira no aperfeiçoamento de nossa cachaça, o pioneirismo na psiquiatria de Antônio Gonçalves Gomide (em Caeté), a primeira escola de farmácia da Ibero-América (graduando brasileiros de todo o país), bem como a modernidade da escola de engenheiros-de-minas (ambas em Ouro Preto), a projeção médica em Paris e no Rio de Paula Candido (profeta da interiorização e da atual expansão agrícola), as descobertas de Pedro Lund (inaugurando a paleontologia nas Américas, quando descobre os primeiros fósseis do homem americano e do tigre dente-de-sabre, além de inspirar Darwin em sua teoria evolutiva), a dianteira de Sinfrônio Abreu na anestesia inalatória, Bernhauss de Lima sugere o mosquito como vetor da filariose, a obra amazonense do naturalista marianense Domingos Ferreira Penna, a descoberta da doença de Chagas em Lassance (até hoje a maior realização da ciência brasileira), a edificação do Instituto do Radium em Belo Horizonte (o primeiro das Américas, visitado por Marie e Irene Curie), incitamento à criação da primeira universidade no país (antes proposta para Caeté, em 1823), a descrição do escorpião amarelo (o mais tóxico), a caracterização endêmica do bócio e da febre maculosa, a singular contribuição de Canabrava Barreiros a nossa cartografia histórica e a revelação paleoantropológica de Luzia. A organização do hospital de Morro Velho pode ter sido a primeira no Brasil a receber as inovações de Florence Nightingale. 

Lund (antes um botânico) também estudou e divulgou o dulcíssimo abacaxi nativo do solo calcáreo lagoa-santense. Seu sábio desejo de ter foguetes em vez de lágrimas, por sua morte, levou ao trágico uso de seus preciosos livros para a confecção daqueles. Coincidência notável cumula o Sumidouro, pois, se é dali o primeiro fóssil descoberto nas Américas, foi antes pousada preferida de Fernão Dias e triste fim de Castelo Branco. Já sobre a descoberta da doença de Chagas, vale salientar que um fazendeiro de Curvelo, de nome Evaristo de Paula, o Vô Varisto, bem antes de Carlos Chagas, desconfiara de que um percevejo tão grande, a sugar tanto sangue de pessoas e bichos, pudesse produzir alguma doença. O cientista soube da suspeita de Vô Varisto pelo engenheiro ferroviário Cantarino da Mota. Em outra vertente da pré-história da doença de Chagas, esteve por Lagoa Santa, Nova Lima e Ouro Preto (desta foi expulso) o médico prussiano Hermano Burmeister, que mais tarde, na Argentina, descreveria zoologicamente o inseto provocador da suspeita de Vô Varisto.

Merece também registro Antônio Gonçalves Gomide, que foi aluno na escola médica de Edimburgo, a mesma freqüentada por João Locke e Adão Smith, ou seja, nas margens do rio das Velhas tivemos um médico mineiro representante do iluminismo escocês. Gomide, além de figura de projeção no início do império, sobressai na história da medicina como pioneiro da psiquiatria brasileira, pois contestou aparente milagre em beata, na serra da Piedade - no que antecede estudiosos europeus da histeria, bem como antecipa conceitos freudianos. Por outro lado, em sua argumentação, antecipa também Pavlov, ao descrever, décadas antes, o reflexo condicionado: O capitão João Gomes de Araújo tem uma tropa de bestas com que em todos os sábados exporta da roça mantimentos para a Vila do Caeté. As bestas aparecem espontaneamente em todos os dias de manhã e de tarde para tomar a ração de milho no que são infalíveis e até importunas; porém nos sábados não só não vêm por si à casa, como se escondem e fogem, sendo preciso as procurar e tanger para receber as cargas. Augusto Saint-Hilaire, em sua Viajem no Distrito dos Diamantes e sobre o Litoral do Brasil, publicada na França em 1833, cita a observação de Gomide, salientando ser aquela revelação de grande interesse científico. Quem garante que Pavlov não leu tal livro?

Nem todos os milagres são falsos nesta região. Em antítese à circunspeta devassidão inerente a nossa história, acorrem a inamovível castidade de Macaúbas e a hierática singeleza da Piedade da Serra, ambas congênitas à aurora de Minas e cada qual contemplando a outra, na despojada diagonal de poucos quilômetros. E ambas receberiam da austeridade do Caraça a feliz angulação de uma trindade tão poderosa que jamais falhou em remir os mais feros de nossos pecados tropicais.

Para provar que o rio das Velhas é ecumênico, lembramos que Xico Xavier, o maior médium brasileiro, é filho de uma lavadeira das margens deste rio, nascida em Santa Luzia. Tinha o significativo nome de Maria João de Deus e era de família católica, mas a orfandade precoce com que deixou o menino Francisco causou neste o desenvolvimento de mediunidade psicográfica. Já médium feito, Xico recebe um consulente, em quem de imediato exclama reconhecer a reencarnação de Fernão Dias. O homem era um simples carroceiro e, tocado por tal revelação, compenetra-se de tal maneira do espírito do encarnado que vem a ser um dos mais ricos empresários do vale do rio das Velhas.

E esse ecumenismo é mais abrangente ainda, pois a presença aqui de Lund fez vir para Lagoa Santa Odin Aarestrupp, que era nada menos que tio de Charles Chaplin, o gênio polimorfo do cinema. Chaplin era filho de pai dinamarquês e mãe inglesa. Os Aarestrupps comparecem com brilho na arte de seu país, principalmente na poesia. Assim temos o privilégio de ter conosco, em mistura a ilustres troncos mineiros, certo número de amorenados parentes do querido Carlitos.



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O autor é professor titular de Clínica Médica e pesquisador de História da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais

           




 


MAPA DO CAMINHO VELHO


 







REFERÊNCIAS HISTÓRICAS DAS MINAS GERAIS

1531

CAPITANIA GERAL DE INDUÁ-GUASSU OU SÃO VICENTE

1 SÉC.

VIRTUAL CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO: BRASILIA BARBARORUM

1693

CAPITANIA GERAL DE RIO-DE-JANTEIRO/SÃO-PAULO/MINAS-GERAIS

1709

CAPITANIA UNIDA DE SÃO PAULO E MINAS GERAIS

1711

INSTITUCIONALIZADA A VILA RICA DE ALBUQUERQUE

1720

CAPITANIA INDEPENDENTE DE MINAS GERAIS

1821

PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS

1823

VILA RICA PASSA A IMPERIAL CIDADE DE OURO PRETO

1889

ESTADO DE MINAS GERAIS

1897

BELO HORIZONTE É A NOVA CAPITAL


REFERÊNCIAS HISTÓRICAS DO RIO DAS VELHAS

1550

NOTÍCIA DE SABARABOÇU DADAS POR INDÍGENAS AO ESPANHOL GUILLÉN

1553-1611

ENTRADAS DE ESPINOSA, CARVALHO, TOURINHO, DIAS e AZEVEDO, PELA BAHIA E ESPÍRITO SANTO, E DE KNIVET PELO RIO DE JANEIRO

1580-1640

PORTUGAL E BRASIL SOB DOMÍNIO ESPANHOL

1621

CRIADA A COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS PELA HOLANDA, INGLATERRA E FRANÇA

1630-54

PARTE DO BRASIL SOB DOMÍNIO HOLANDÊS

1666

AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA, EGRESSO DA GUERRA HOLANDESA, CHEGA DE LISBOA COM ORDEM DO REI PARA TENTAR ACHAR ESMERALDAS E PRATA DE SABARABOÇU VIA ESPÍRITO SANTO E MORRE

1672

FERNÃO DIAS PAIS RECEBE PATENTE DE GOVERNADOR DAS ESMERALDAS

1673

RODRIGO CASTEL BLANCO, ESPANHOL EGRESSO DOS ANDES, NOMEADO FISCAL DE MINAS

1674

EM 21/07, PARTIDA DA BANDEIRA DE FERNÃO DIAS, QUE FALECE EM 1681

1674-81

FUNDADAS AS FEITORIAS DE VITURUNA, PARAOPEBA, SUMIDOURO, ROÇA GRANDE, TUCUMBIRA, ITAMERENDIBA, ESMERALDAS, MATO DAS PREDARIAS E SERRA FRIA.

1682

EM 28/08, ASSASSINATO DE CASTEL BLANCO NA FEITORIA DO SUMIDOURO

1695

GARCIA RODRIGUES PAIS, FILHO DE FERNÃO DIAS, ENCONTRA OURO ALUVIAL NO RIO DAS VELHAS, NO SERTÃO DE SABARABOÇU

1700

BORBA GATO, GENRO DE FERNÃO DIAS, EXIBE EM S.PAULO OURO PALIADO, DAS 50 ARROBAS ACHADAS POR ELE NO RIO DAS VELHAS EM SABARÁ, ONDE FAISCAVA DESDE 1678. EM SEGUIDA, TAMBÉM ACHARAM OURO ALI MANUEL NUNES VIANA E FRANCISCO AMARAL GURGEL

11/1700

SÁ MENEZES DIVIDE AS MINAS EM DO NASCENTE (MARIANA, OURO PRETO E ITABIRITO) E DO POENTE DO RIO DAS VELHAS (SABARÁ, CAETÉ, RAPOSOS)

1701

GARCIA RODRIGUES PAIS INICIA O CAMINHO NOVO DO RIO PARA AS MINAS

1701-4

ORDEM DO REINO DE 1701 PROIBE QUALQUER COMUNICAÇÃO DA BAHIA PARA AS MINAS, E DE 1704 ESTENDE A PROIBIÇÃO AO ESPIRITO SANTO

1708-09

GUERRA DOS EMBOABAS

1710

1a INTERVENÇÃO NEUROCIRURGICA RELATADA NO BRASIL, EM SABARÁ, POR LUÍS G. FERREYRA

1713

CURA DE FELIPE RODRIGUES NA LAGOA GRANDE DE ROÇA GRANDE (LAGOA SANTA)

1714-16

FÉLIX DA COSTA SOARES CONSTROI O CONVENTO DE MACAÚBAS EM ROÇA GRANDE

1720

MARTÍRIO DE FELIPE DOS SANTOS (ATADO A DOIS CAVALOS É DESTROÇADO PELAS RUAS)

1732

MARTÍRIO DO MÉDICO DIOGO CORRÊA DO VALLE (QUEIMADO VIVO POR SER JUDEU)

1735

ERÁRIO MINERAL É PUBLICADO EM LISBOA REFERENTE A MEDICINA EXERCIDA EM SABARÁ E VILA RICA

1744

MARTÍRIO DE PEDRO DE RATES HENEQUIM (QUEIMADO VIVO POR SUAS IDÉIAS)

1749

A LAGOA PRODIGIOSA (LAGOA SANTA) É DIVULGADA NA EUROPA

1750

TRATADO DE MADRID REVOGANDO O DE TORDESILHAS, GRAÇAS AO BRASILEIRO ALEXANDRE DE GUSMÃO

1755-1812

OBRA DE ALEIJADINHO

1787

ANTÔNIO ABREU GUIMARÃES FAZ O VÍNCULO DA JAGOARA  A OBRAS FILANTRÓPICAS

1788

SILVA TELES, NASCIDO EM CONGONHAS, PUBLICA O PRIMEIRO LIVRO DE QUÍMICA DA LÍNGUA

1789-92

CAI A CONJURAÇÃO MINEIRA

1801

CURSO DE CIRURGIA E OBSTETRÍCIA EM VILA RICA

1812-14

ESCHWEGE FABRICA 0 1O FERRO LÍQUIDO DO BRASIL, EM MARIANA (1812), E MANOEL CÂMARA SÁ BITENCOURT FABRICA O PRIMEIRO FERRO GUSA DE ALTO-FORNO BRASILEIRO, EM MORRO DE GASPAR SOARES OU DO PILAR (1814)

1815

DERROTA DE NAPOLEÃO, COM O MUNDO SE ABRINDO AO IMPÉRIO BRITÂNICO

1818

MINAS DE OURO DE SUBSOLO

1821

É FUNDADO O COLÉGIO DO CARAÇA, REFÚGIO DO IRMÃO LOURENÇO DESDE 1766

1822

PAPEL IMPORTANTE DE MINEIROS DA REGIÃO DO RIO DAS VELHAS NA INDEPENDÊNCIA E NO IMPÉRIO

1830-4

JAZIDAS DE OURO SOB CONTROLE BRITÂNICO

1831

D. PEDRO I É RECEBIDO NO TEATRO DE SABARÁ, POUCO ANTES DE ABDICAR

1839

É FUNDADA A ESCOLA DE FARMÁCIA DE OURO PRETO

1841-2

LUND REVELA AO MUNDO: a) O PRIMEIRO FÓSSIL HUMANO DAS AMÉRICAS E b) O TIGRE DENTE-DE-SABRE

1869

CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO AO LONGO DO RIO DAS VELHAS, INAUGURADA EM 1891

1869

RICARDO BURTON DESCE DE CANOA O RIO DAS VELHAS

1876

É FUNDADA A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO

1897

BELO HORIZONTE, JUNTO AO RIO DAS VELHAS, É INAUGURADA COMO CAPITAL PLANEJADA

1909

DESCOBERTA A DOENÇA DE CHAGAS EM LASSANCE

1910

SÃO DIVULGADAS EM ESTOCOLMO ALTA QUALIDADE E INCALCULÁVEL QUANTIDADE DE MINÉRIOS

1912

JAZIDAS DE MINÉRIO SOB CONTROLE ESTRANGEIRO

1922

VISITA DO REI DA BÉLGICA A MINAS, CONSOLIDANDO A USINA BELGO-MINEIRA (1921)

1922

INSTITUTO DO RADIUM EM BELO HORIZONTE (O METAL RADIUM É MONOPÓLIO BELGA)

1926

MARIA (DESCOBRIDORA DO RADIUM) E IRENE CURIE VISITAM BELO HORIZONTE

1990

RECONSTITUÍDA A FEIÇÃO NEGROIDE DO FÓSSIL LUZIA, O MAIS ANTIGO HABITANTE CONHECIDO DO VALE DO RIO DAS VELHAS

2003

ECOLOGISTAS REPETEM A VIAGEM DE BURTON, DENUNCIANDO A DEGRADAÇÃO DO RIO DAS VELHAS

 

 


COMPARAÇÃO ENTRE O CAMINHO VELHO E O NOVO
CAMINHO
DIAS DE DURAÇÃO

PERCURSO

VELHO

(DESDE OS GOIANASES E O SÉCULO 17, COM CASTANHO O VELHO E FERNÃO DIAS)

73 (35-VIAGEM 38-DESCANÇO)

DO RIO A PARATI POR MAR; CRUZAVA-SE, PELA TRILHA DOS GOIANASES, A SERRA DO MAR E OS CAMPOS DO CUNHA, ATÉ TAUBATÉ; CRUZAVA-SE A MANTIQUEIRA VIA GUARATINGUETÁ E GARGANTA DO EMBAÚ, ATÉ VÁRIAS RAMIFICAÇÕES, A PRINCIPAL NO POUSO DA RESSACA. DAÍ ATÉ CONGONHAS E DEPOIS SERRA DO ITATIAIA, LIMITE ALÉM DO QUAL ERA O MATO DENTRO (NASCENTE DO RIO DAS VELHAS, VILA RICA, ITABIRA, CATAS ALTAS, ITAMBÉ, CONCEIÇÃO E SERRO DO FRIO)

NOVO

(DESDE 1701, COM GARCIA RODRIGUES PAIS)

25 (80 LÉGUAS)

DO RIO A N.S.PILAR POR MAR; DAÍ VIA FLUVIAL ATÉ O POUSO DO SÍTIO DO COUTO (2 DIAS); DAÍ AO PÉ DA SERRA DO MAR (1 DIA); TRAVESSIA DA SERRA ATÉ POUSOS-FRIOS E PAU-GRANDE (4 DIAS); DAÍ AO RIO PARAÍBA NA FEITORIA DE GARCIA PAIS (1 DIA); DAÍ AO PARAIBUNA COM POUSO (2 DIAS); DAÍ A MATIAS BARBOSA (3 DIAS); DAÍ ÀS ROÇAS DO ARAÚJO (4 DIAS); DAÍ À BORDA DO CAMPO NAS ROÇAS DE DOMINGOS RODRIGUES DA FONSECA (1 DIA), ENTRONCANDO-SE COM O CAMINHO VELHO NO POUSO DA RESSACA

VER MAPAS DE CANABRAVA BARREIROS

 

 


CITAÇÕES HISTÓRICAS SOBRE A PAISAGEM E O HOMEM DE MINAS

ASSUMAR

 

TIRADENTES

 

SAINT-HILAIRE

 

GORCEIX

 

LUND

 

AUGUSTO DE LIMA

 

 


 

[Outras sugestões de ilustrações:]

Figura do índio botocudo Firmiano, companheiro de viagem de Saint-Hilaire no livro

AS CAMINHADAS DE S.HILAIRE de Maria T. Lima.

Foto dos índios do rio Doce na capa do livro OS BORUN DO WATU de Geralda Soares.

Foto da fazenda Santo Antônio do Visconde de Caeté entre Esmeraldas e o povoado de

Urucuia (há ótima figura dela na capa do livro ESMERALDAS de Avelar Rodrigues)

Um dos mapas do livro AS MINAS GERAIS de Miran Latif

Uma ou mais das ilustrações de Guignard para PASSEIO A SABARÁ de Lúcia Almeida.

Desenho da capa de RUA DIREITA (de S. Luzia) de Lígia T. Costa

Foto do Túmulo do Lund

Desenho de Eugenio Hirsch para a capa de D. PEDRO, JORNADA A MINAS GERAIS EM 1822

 de Canabrava Barreiros

Capa de Jarbas Juarez para a reedição facsimilar de ERÁRIO MINERAL de Luís Ferreyra

Foto do hospital da mina de Morro Velho

Um dos mapas de CARTOGRAFIA DAS MINAS GERAIS de Antônio G. Costa & col..

 

 

[Títulos alternativos: ]

HISTÓRIAS SUBMERSAS NO RIO QUE MORRE

HISTÓRIAS SUMERSAS NO RIO UMBILICAL

 

[Disposição alternativa para a extensa bibliografia:]

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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